O que é a CIM?
O conceito que nomeia a patologia central das instituições contemporâneas.
A Captura Institucional pelo Mercado define-se como o processo pelo qual instituições de natureza pública, vocacional ou comunitária progressivamente adoptam, internalizam e são governadas pela lógica mercantil — a maximização do valor mensurável a curto prazo — em detrimento dos valores não transaccionáveis que constituem a sua razão de ser.
A CIM distingue-se da simples corrupção individual: não requer agentes conscientemente corruptos, mas produz resultados sistematicamente corruptos. É um processo estrutural que opera através de mecanismos de incentivo, métricas de avaliação, pressões financeiras e narrativas de «modernização» que, acumulados ao longo do tempo, reorientam as prioridades institucionais de forma quase imperceptível.
O hospital existe para gerar receita. A universidade existe para produzir empregabilidade. O jornal existe para atrair clicks. A ONG existe para captar doações. Quando os meios se tornam fins, a instituição entrou em colapso silencioso.
Definição Formal
Processo estrutural pelo qual uma instituição de missão pública ou vocacional substitui progressivamente os seus valores fundacionais pela lógica de valorização mercantil, operando através de quatro fases: infiltração, internalização, legitimação e captura completa.
— Vitor Lima, CIM (2025)